Reflexões sobre a Inteligência Artificial

Se pensarmos bem, a inteligência artificial não é algo tão novo assim. Os primeiros computadores lançados lá em meados da década de 1940 já anunciavam os prenúncios do que estava por vir décadas mais tarde. Aquelas grandes máquinas, que pesavam toneladas, e que dependiam de programadores habilidosos, hoje cabem no nosso bolso e não demandam mais do que poucos cliques ou comandos para otimizar o nosso trabalho e produtividade. Com essas pequenas máquinas temos o mundo em nossas mãos. Acessamos rapidamente informações, obtemos respostas e nos comunicamos de forma instantânea.

A nossa interação com esses tipos de inteligência, então, não é tão nova, mas vem sendo otimizada à medida que se torna possível a criação de dados e mais dados em formato digital. Nós mesmos somos os responsáveis por alimentar essa inteligência que é um grande reflexo da nossa sociedade atual. Claro que máquinas processam esses dados de forma muito mais rápida e eficiente que nós humanos, mas somos nós quem alimentamos esse sistema.

Lembro quando a Apple ofereceu pela primeira vez um recurso chamado Siri, e o quanto aquilo causou um rebuliço. Eu mesma ficava horas conversando com o meu dispositivo para ver como ele se comportava. Eu achava o máximo. E continuo achando esses formas de inteligência artificial extremamente significativas.

Eu como infoprodutora e empresária preciso confessar que a inteligência artificial otimiza muito os processos de criação de projetos, de estruturação e de execução. E sem dúvida alguma preciso dizer que é um recurso que gera bastante economia, principalmente para aqueles que, como eu, começaram seus negócios graças ao bom e velho cartão de crédito.

Com a inteligência artificial você tem acesso a informações de especialistas em diversas áreas. Claro que é preciso validar e ter certeza e todo o tipo de informação que você recebe. É preciso ter um bom filtro e saber como usar essas informações de forma consciente e inteligente.

Não podemos ignorar os malefícios que podem surgir dessa interação mais íntima entre humanos e máquinas. Um risco bastante distópico foi abordado no filme Her, em que um homem se apaixona por um computador e cria um relacionamento com esse computador. Essa situação retrata o extremo de um distúrbio psicológico, no entanto é algo suscetível de acontecer com algumas pessoas e que não podemos ignorar.

Há também riscos de o usuário ter acesso a informações que julga ser corretas mas não são, e usar essas informações de forma inapropriada podendo, inclusive, induzir terceiros ao erro.

E não podemos nos esquecer de riscos de maior escala e que são muito mais sérios, como a violação à privacidade dos usuários, já que todos os dados são coletados para treinar as IAs chamadas regenerativas, e a criação de algoritmos que disseminem dogmas e preconceitos que doutrinem as massas da sociedade.

Eu, pessoalmente, sei dos riscos que corremos ao utilizar essas IAs, e por isso eu defendo o uso consciente e a criação de um filtro mental para que todo e qualquer tipo de informação não viole os nossos valores pessoais e princípios.

Não posso deixar de reconhecer o quão incrível essas máquinas são e como elas transformam a forma como vivemos e nos relacionamos.

Por fim, não acredito que as IAs substituam o seres humanos. É claro que trabalhos mecânicos e outros processos que utilizam o esforço humano podem facilmente serem substituídos por máquinas. Mas uma máquina jamais será um ser humano. Por isso acredito que as profissões que dependam da sensibilidade humana, não podem sucumbir ao avanço tecnológico. Acredito também que o avanço da tecnologia se dá graças à criatividade e inventividade do próprio homem. Por isso profissões e ofícios que demandam sensibilidade e criatividade jamais perderão o seu valor e o seu espaço.

Com carinho,

Morgana.

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