Quebrando padrões inconscientes
Você já deve ter percebido como algumas situações na nossa vida se repetem continuamente, incessantemente e indefinidamente.
Às vezes parece que que estamos destinados a atrair esses tipos de situações e nos vemos presos, sem ter como fugir.
Ah! As forças do destino!
Seja um padrão de relacionamento que atraímos, ou um padrão de pessoa que nos trata de certa forma, um padrão de perdas, um padrão de acidentes, enfim. Existe uma lista infindável de padrões aos quais estamos sujeitos e que, na maioria das vezes, é muito desagradável. Afinal, se fossem bons padrões, talvez nem precisaríamos de ter esse tipo de discussão kkk.
Bom… mas como quebrar o ciclo? Aliás, antes disso, como esses padrões se formam?
Lá no programa das 7 Esferas eu cito uma frase muito famosa do Carl Jung, em que ele diz “até você se tornar consciente, o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamar isso de destino.”
Se você entendeu essa frase, já pode parar a sua leitura por aqui!
Mas se você ainda não entendeu nada, bem, vamos seguir.
Essa frase é magnífica porque ela desmistifica o tão temido conceito de destino.
Não sei você, mas antes de eu mergulhar no mundo da espiritualidade, eu tinha medo de estar sob os jugos do destino. E aí eu conheci Carl Jung e o reino do inconsciente.
O reino do inconsciente é o reino que a nossa consciência não conhece. Ele está ali, influenciando a nossa vida e fazendo com que a gente tenha certos tipos de crenças, sentimentos e comportamentos que nem sabemos porquê temos.
Herdamos crenças dos nossos familiares e da sociedade, e a nossa alma também chega com algumas impressões incrustadas na nossa psique. Em sânscrito chamamos essas impressões de samskaras (impressões individuais) e visaras (impressões herdadas e kármicas).
Essas impressões moldam os nossos pensamentos, sentimentos e comportamento, de modo que a nossa vibração energética entra em ressonância com a vibração dessas impressões. E o que acontece? Atraímos — por ressonância — situações condizentes com essas vibrações, os chamados padrões.
Então quando percebemos algum padrão em nossa vida — perceber o padrão já é um grande passo — é um momento crucial para que possamos reavaliar quais impressões podem estar desencadeando esse padrão.
O que eu penso sobre mim mesmo (ou sobre essa situação) que a faz acontecer repetidamente? Quais as minhas crenças em relação a isso? Quais sentimentos persistentes essa situação desencadeia? Como posso fazer diferente?
E aí está a grande oportunidade dada pelo Universo: a oportunidade de mudança.
É aí que está a oportunidade de entrar no nosso hardware pessoal, hackear o sistema e criar uma nova crença, uma nova impressão ou uma nova ação.
Quebrar o padrão nada mais é do que dar uma resposta diferente ao estímulo persistente.
Bom, é simples falar, mas nem sempre é fácil fazer. Confrontar a escuridão do nosso inconsciente é desconfortável na maioria das vezes, e pode ser desafiador mudar a nossa forma de agir e pensar em relação à determinadas coisas.
Somos apegados ao que já conhecemos, e temos medo do desconhecido ou do diferente.
E aí entra um pouco conceito que eu acho muito interessante dentro do yoga, que se chama tapas.
Tapas (não, não é o prato espanhol) significa disciplina ou austeridade. É quando surge aquele fogo transformador entre um momento em que você tem a oportunidade de mudar um hábito ou se render ao hábito.
Perceber esses os padrões e sentir esse fogo transformador — que costuma ser beeeeeem sutil — requer atenção constante. Disciplina. Requer o nosso comprometimento com a busca pela autoconsciência e pela autorresponsabilidade.
Quando você quiser mudar a forma como a banda toca, você precisa olhar para si e fazer as perguntas mágicas: o que eu penso sobre mim mesmo (ou sobre essa situação) que a faz acontecer repetidamente? Quais as minhas crenças em relação a isso? Quais sentimentos persistentes essa situação desencadeia? Como posso fazer diferente?
As chaves para o reino inconsciente estão nas suas mãos. Cabe a você ter a disposição de explorar esse terreno sutil e levar a ele a luz que transformará a sua vida.
Com amor,
Morgana.