Como é encontrar o amor?

Depois de algum tempo sem alimentar o meu diário, hoje eu acordei inspirada e esse é o segundo artigo que estou escrevendo kkk.

Prepare-se porque lá vem textão.

Lá vem textão porque eu adoro a pauta relacionamentos, afinal, eu já passei por poucas e boas nessa vida de romântica e os meus relacionamentos tiveram muita influência em moldar a pessoa que eu sou hoje em todas as áreas da minha vida.

Desde pequena eu sonhava em encontrar o amor, e eu sempre fui muito sensível e romântica. Antes de encontrar o amor de verdade (bonjour, mon amour, se você estiver lendo rs), eu me apaixonava facilmente e acreditava que tinha encontrado o amor.

Hoje eu percebo o quanto essas paixões eram superficiais! Porque lá no âmago do meu ser, lá dentro no meu íntimo, eu sabia que não era nada, mas eu não tinha as ferramentas para ler esse sentimento de forma adequada e eu me perdia nas minhas fantasias.

A verdade é que a gente sempre sabe quando a gente só está diante de uma aventura e quando a gente está diante do amor.

Quando é aventura a gente cria ilusões, projeta as nossas inseguranças, faz jogos e muitas vezes age com o outro com base nos nossos medos.

Mas o amor……. ah o amor…….. o amor é leve! É muito diferente. No início a gente nunca tem 100% de certeza em que território está pisando, mas lá no fundo a gente sente conforto e uma curiosidade genuína para conhecer o outro.

Ontem estava conversando com uma amiga e ela me perguntou como é quando a gente conhece “a nossa pessoa”. E eu estava respondendo exatamente isso: é leve, você não tem que ficar fazendo jogos nem nada. Você conversa tudo às claras desde o início e você sente que você é ouvido e respeitado.

E parece um pouco de frieza (mas não é), mas o amor é prático, sem mimimi. Ele, diferente da paixão, é algo que se constrói. Como eu já disse, no início você você sente paz em estar com a outra pessoa e você sente uma curiosidade genuína em querer conhecer mais a pessoa, passar tempo com ela etc. Ao mesmo tempo, você não tem medo de uma mensagem não respondida ou de um sábado com cada um no seu canto.

E pode ser por causa da idade também, mas com a maturidade você quer ser mais prático, conversar sobre o que gosta, o que não gosta, e o que quer para a vida de uma forma mais clara. Se as duas pessoas estiverem em sintonia e estiverem olhando para o mesmo lugar, vai dar certo. Se houver descompasso, você já sabe que o negócio vai desandar, então porque criar e alimentar ilusões?

Desencana.

Não é falta de acreditar no amor. As pessoas podem mudar. Mas quando há descompasso de interesses e visões do que cada um quer para o futuro, vai haver conflito em algum momento. Não estou agourando, estou dizendo o que eu vejo em muitos relacionamentos.

Mas como tudo na vida, não existe a receita certa.

Só sei que no amor existe alinhamento. Existe parceria. Existe cuidado. Existe paz. Existe aquela sensação de “to em casa”. Atração, nem preciso dizer… É claro que há atração, porque a energia do outro é convidativa, te atrai, te encanta, te desperta desejo e curiosidade.

E uma das coisas que eu acho mais atraente é a humanidade. Reconhecer que o outro é um ser humano, com suas falhas, inseguranças, necessidades e virtudes. Assim como nós.

Quando era mais nova, eu percebia que eu ficava tentando me moldar de um jeito que eu não era para tentar agradar o outro (tentar agradar da forma que eu achava que o outro gostava). Isso não só em relacionamentos afetivos, mas em amizades e outros meios sociais também. E vejo que, ainda hoje, mesmo mais velhas, muitas pessoas continuam fazendo isso. Isso é uma cilada! É uma farsa. A gente não consegue sustentar muito tempo aquilo que a gente não é. E quando as máscaras caem, o que sobra?

Se você quer encontrar o amor, ou já encontrou mas quer melhorar a experiência do amor, eu digo que só existe um caminho: o da verdade e o da vulnerabilidade.

As nossas ações têm que ser alinhadas aos nossos sentimentos, e a gente tem que ser vulnerável e transparente com o outro para que a gente consiga realmente acessar o outro com profundidade e permitir que a nossa essência se revele também. Se não, será só mais uma aventura rasa e mentirosa.

Permitir que o outro tenha espaço para expressar a sua verdade é a forma mais elevada de amor. Receber a verdade do outro com respeito, nos permite que nós também tenhamos espaço para expressar a nossa verdade (essa frase eu me inspirei nas palavras de uma grande amiga minha).

E é na verdade que o amor constrói seus fortes alicerces.

E você, já encontrou o amor? Qual é a sua experiência de amor?

Com amor,

Morgana.

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